Para quem deseja partilhar o saber limitado do homem, na busca da sabedoria ilimitada de Deus.
Seja bem vindo!
Talvez não encontre aqui tudo o que queria ouvir; Talvez não concorde com o que vai ler; Talvez não acredite em algumas palavras. Porém, sinta-se livre como quem está em casa para comentar e fazer bom uso do que lhe agrade. Saiba apenas, como bem disse Antoine de Saint-Exupéry: O essencial é invisível aos olhos. Enfim, procure aqui o essencial e, deixe os conceitos formados, um pouco lá, do lado de fora.
se não fosse, antes de tudo, uma necessidade da alma.
O diálogo "Entre Amigos" não pretende ser outra coisa,
se não uma partilha de vida.
Onde a experiência se entrelaça ao conhecimento,
onde a prática se une a teoria simples e pura;
Conversa franca, transparente, aparente;
Como prosa batida ao pé da porta na varanda,
cativante e a espera de quem nela quiser entrar.
Vamos entrando amigo que a conversa está só começando.
Mande seu texto, sua conversa, seu assunto...
Está na hora de puxar assunto. Que tal eu começar para ver se destravamos os dedos e também o coração? Não sei ainda exatamente do que falarmos ou sobre o que escrevermos, mas talvez seja esse um bom tema: Incertezas.
A sabedoria popular diz: "Na vida só se pode ter certeza da morte".
Durante muito tempo limitei a conformar minhas idéias a esse pensamento.
Hoje talvez tenha algumas coisas na bagagem que me fazem discordar disso,
Mas quem disse que o coração humano também não é terra de incertezas. Afinal de contas o que seriam dos nossos dias sem as famosas dúvidas.
Lembro do que um dia disse o Pe. Fábio de Melo: "devíamos rezar diferente, ao invés de dizer 'Senhor aumentai a nossa fé', Devíamos rezar: Senhor diminuí a nossa dúvida". Pois tantas vezes nos vemos mais cheios de dúvidas do que de fé. Em Deus, nas pessoas e até em nós mesmos. Tem horas meu amigo que duvido do óbvio, do que esta na cara. E duvidar é ruim? E duvidar é ser contrário a uma verdade? Ou seria desconhecê-la na plenitude?
Não se duvida por discordar, mas por falta de acesso. Não acesso intelectual, mas digo aqui acesso experiencial. A experiência é que vale e faz valer. É isso que conta. Por isso se fez necessário na Bíblia a passagem do encontro de Tomé com o Cristo Ressuscitado. Foi à dúvida dele que lhe deu possibilidade de tocar o Senhor.
Às vezes não basta saber, é preciso tocar. Na vida de muita gente é assim, inclusive na minha. Por isso Deus também nos coloca a prova, pois é ali que Ele nos experimenta. Mas não é fácil ficar com dúvidas. Ficar nos questionamentos. É duro ter fé. Mas sabemos o que ela nos reserva.
Afinal de contas, "não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas"! Isso dizia uma propaganda bem atual.
O amor nasce do encanto, Desdobra-se, se deixa tocar, alivia o pranto. Enfrenta todo medo, revela de si cada segredo. Escolhe e se recolhe no âmago do outro.
O amor nasce do encanto, Deixa livre e vive solto. Silencia para aquietar o mar revolto. Inclina-se pra impedir seu rompimento, Preenche de valor as lacunas do sentimento.
O amor nasce do encanto, Dá do que é, se desfaz do que tem. E sem dúvida contribui, retribui, restitui e não exclui. Não se torna escravo nem tampouco faz pra si algum refém.
O amor nasce do encanto, Se antecipa para não gerar sofrimento. Aguarda sem cobrar. Abre mão de todo lamento, É notado sem se ostentar.
O amor nasce do encanto,
Cresce no íntimo do coração humano,
Propaga-se nas entrelinhas das intenções.
Rompe os laços do engano, alarga o ser.
E por fim se finda ou, para melhor dizer,
Retorna, apesar das situações,
Ao seu lugar de origem, o coração do criador,
Para novamente poder correr.
O amor nasce do encanto,
Encanta os que nascem.
Dá força aos que crescem
E faz transbordar de esperança os que um dia morrerão.
No desenrolar da vida, nem tudo é simples; Nas contrariedades do tempo que se segue, nem tudo é oposição; Nos desassossegos do cotidiano, nem tudo é perturbador; Na terra das indiferenças, nem tudo é inóspito; No misterioso mundo interior do homem, nem tudo é recôndito; Mesmo nas montanhas mais altas, nem tudo é intransponível.
Esta chegando o Natal, tempo de alegria. Festa que nos recorda algo fascinante: Que o Natal é vida que se dá e vida que se recebe. Um tempo aonde muitos presentes se tornam apenas sacramentos do verdadeiro presente: A vinda do Menino Deus.
No entanto, um detalhe passa despercebido: A beleza das caixas, das embalagens. Em suas diversas cores, tamanhos variados, estampadas ou lisas, das mais simples as mais sofisticadas. Discretamente ela escapa de nosso olhar quando se desfaz do que tem e é assumindo assim seu lugar no tempo; Não exige mais espaço nem atenção maior do que a que recebe; Permite não só tocar-se, mas abdica do direito de existir quando se deixa rasgar; É ofuscada pela luz do presente; Aniquilada para abrir alas aquele a quem guardava.
Existe algo bom nas embalagens, nas caixas? Ah existe! Nem sempre é bom acumular e nem é confortável prender ou reter. Mas seria resumir muito a finalidade das embalagens e caixas. Na verdade não servem a elas mesmas. Não guardam pra si. Só preservam o segredo, ocultam a surpresa, protegem a formosura do que nelas foi depositado.
O Natal de maneira especial tem forte ligação com a maternidade. Então a embalagem e caixa são sinônimos do mistério da maternidade que guarda o presente do natal, a vida em suas entranhas. Vais concordar que é uma rica associação? Creio que entenderás o sentido dessa comparação. Sim, ser mãe é trazer em si a capacidade de guardar a vida, não para si, mas partilha-la com a humanidade. Que filho já não ouviu sua mãe dizer que ele é o maior tesouro o melhor presente de sua vida? Foi assim com Jesus. Maria agiu da mesma maneira: como Guardiã, Protetora. E desprendida deu-nos o bem mais precioso o seu filho, motivo maior de nossa alegria.
Que você nesse dia não queira grandes coisas, pois vais perceber com o tempo que delas não precisas; Não anseie por muita atenção, que logo, ao longo dos dias verás ser fútil; que não lute para requerer nada que depois te venha a ser um fardo. Não gaste suas forças para ser ou ocupar lugar que não seja o reservado para ti.
Peço a Deus apenas que acolhas a presença d’Aquele que é o presente esperado pelo coração humano, desde toda eternidade. Se esforce para ser apenas a caixa, a embalagem do verdadeiro presente que é Jesus. A felicidade virá sempre, no decorrer dos teus passos como consequência inerente do empenho. A simplicidade da embalagem tem o poder de esconder o mais belo presente.
Em alguns momentos seremos os presentes e, em outros as embalagens, a caixa .
Como seria bom se soubéssemos resolver nossos problemas como gente grande. Quando éramos crianças resolvíamos nossas desavenças à base do grito, do puxão de orelha, da mordida, da tapa e das mais variadas formas possíveis. Crescemos um pouco e descobrimos que não é tão legal que isso aconteça. O processo educativo-familiar contemporâneo parece que perdeu as veredas. Encontramos em nosso cotidiano nada além de papéis trocados, pessoas que não ouvem, não obedecem mais. É uma verdadeira confusão! Quando as pessoas deveriam recorrer aos valores intrínsecos nelas mesmas para criar os filhos, têm realmente que optar por ajuda alheia. O que dói é ver que isso é simplesmente porque elas mesmas não souberam viver a sua fase de filhos - não que ninguém nasce sabendo dessas coisas, mas é processo onde cada um que se abre pode viver – e tem que chamar a “Super Nanny” para resolver questões simples da vida familiar. Concordo que tem que haver ajuda em alguns casos, mas em geral, é preciso apenas uma clareza de papéis: os pais são pais e os filhos são filhos. Na minha época e não faz tanto tempo: ouvíamos muitas vezes os gritos dos nossos pais dizendo que não devíamos gritar. Aprendemos debaixo de tapa que não deveríamos brigar na rua ou escola. Tendo as orelhas puxadas nos ensinaram a não beliscar os outros e nem mexer no alheio. Tem casos – raros, mas tem - até de mordidas na psicologia de ensino do lar. Ô povo bravo! Viva a modernidade! Viva a liberdade! Viva a independência! Ah, quase que esqueço - Não sou exatamente desse tempo - mas lembra da famosa palmatoria? Tem muita coisa que meu pai contava sobre isso. Esses dias o avô da minha namorada contou de forma hilária suas aventuras na escola, acompanhado da “bendita” amiga. Ele disse: ”me lembro até hoje”. Também, você deve concordar comigo que cabe aqui o ditado popular: “Quem dá esquece, mas quem apanha...”! Com tudo, não estou reclamando ou ainda criticando cada uma dessas formas de educar. Se é que podemos dizer assim. Claro que nada disso é necessário, mas “sabendo fazer uso”. Não sei se alguém consegue. Mas... Em todo Caso... Hehehehehe
Queria antes, em meio ao saudosismo que me chega agora, lembrar os bons momentos onde a palavra, o diálogo, a conversa olhando nos olhos, fizeram muitos milagres. Não são poucas as histórias contadas de diálogos restauradores. Por meio das palavras se pedia e se dava o perdão, magoas eram expostas e curadas, dúvidas eram esclarecidas, diferenças aceitas, “ruindades” diminuídas... Tanto que não víamos a quantidade crueldade espalhada pelo mundo afora. Existia mas em proporções menores. Havia violência, sim havia, mas nada comparado.
Diante de um arsenal de armas utilizadas para dizimar tamanha barbárie. Vemos maquinas cada vez mais avançadas: as automáticas, as de grande porte, as portáteis, as nucleares, as químicas... São tantas que nem sei dizer.
Em meio a isso nos emerge a pergunta: Que armas usar para combater, para nos defender, nos proteger e proteger os que amamos? Será que sabemos? Realmente tem resolvido fazer uso de violência para contê-la. Jean-Paul Sartre dizia: “A violência, seja qual for à maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Apesar de muitas vezes pelo desejo de justiça nos perdemos num verdadeiro sentimento de vingança. Quanto a isso tenho outra frase que ajuda a refletir: “A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano”. Quem disse isso foi João Paulo II.
Ah! Que saudades do tempo em que num precisava essa burocracia. A palavra da pessoa era a sua assinatura. Já ouviu falar nesse tempo? A palavra das pessoas era revestida de verdade, compromisso e valor. Tanto que bastava dizer e ponto. Nos tempos atuais, temos que assinar tudo que for possível para nos comprometer para cumprirmos a mais simples promessa. Tem que ter: “documento com foto”, “testemunha”, “carimbo”, “autenticação”, firma reconhecida... Sem contar o reconhecimento biométrico, método utilizado em alguns lugares. Isso porque não verdade nas intenções. Pensamentos disfarçados, sentimentos ocultos. Máscaras e mais máscaras.
Precisamos aprender do próprio Deus que tem em Sua Palavra sua atitude. Para Deus falar e fazer são a mesma coisa. Tanto que a palavra FALAR vem do Hebraico DABAR, que quer dizer fazer.
Talvez seja isso que falte tornar usar essa arma que forma e transforma. Desde que venha recoberta de verdade e amor. Sem isso, liberdade, independência, paz e tudo mais se tornam apenas uma utopia. Diga você se não faz falta a palavra amiga da paciência, da compreensão, do incentivo, da fé em Deus e em nós?
Mas foi só um desabafo, de alguém que acredita que o mundo será melhor quando aprendermos a acompanhar o crescimento, a evolução das ciências, o desenvolvimento da criação, respeitando o direito que os outros têm de ocupar o lugar que lhes é devido, fazendo-se irmão de todos.